Por que o seu anúncio precisa mostrar a tela real do produto
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Quem produz anúncio em vídeo com ajuda de modelo generativo esbarra cedo no mesmo problema: o modelo é ótimo para gerar uma cozinha, um escritório, uma pessoa caminhando — e péssimo para gerar a tela de um aplicativo.
O motivo é que ele não copia a sua interface. Ele redesenha alguma coisa que se parece com uma interface. Botões aparecem com rótulos que não existem, o menu tem itens que ninguém programou, e o texto vira um borrão de letras que não formam palavra nenhuma.
O que quebra quando a tela é inventada
O primeiro problema é óbvio: o produto que aparece no anúncio não é o produto que a pessoa vai encontrar. Quem clica com a expectativa formada por aquela tela abre o aplicativo e vê outra coisa. Isso não é só frustração — é taxa de desinstalação e nota baixa na loja.
O segundo é menos óbvio e mais caro. Interface redesenhada tem um aspecto específico: proporções quase certas, tipografia quase certa, hierarquia quase certa. Esse "quase" é exatamente o que o olho treinado de quem já viu muito anúncio identifica em meio segundo, sem saber dizer o quê. O anúncio passa a parecer genérico, e genérico é o que o feed descarta.
A regra que a gente adotou
Aqui a decisão foi tirar a interface do caminho do modelo. Logo, texto e chamada para ação entram na EDIÇÃO, nunca na geração de vídeo. E captura de tela é captura REAL, enviada por quem cadastrou o produto.
Na prática isso significa que o vídeo tem duas naturezas de imagem convivendo. As cenas de ambiente — a pessoa, o lugar, a mão segurando o celular — podem ser geradas ou vir de banco de vídeo, porque ali o modelo é bom e nada depende de precisão. As cenas de produto são a sua captura, composta por cima, com a moldura e o movimento aplicados pelo montador.
O logo segue o mesmo princípio. Ele entra como camada de edição, com o arquivo que você enviou, em vez de ser redesenhado pelo modelo — que é o que garante que ele apareça nítido e correto, e não como uma aproximação da sua marca.
O que isso custa
Custa uma exigência no cadastro: sem captura de tela, o roteiro não pode usar a abordagem que depende dela. Quando isso acontece, o gerador troca de abordagem em vez de inventar a tela — e diz que trocou.
É um atrito real, e é deliberado. A alternativa seria entregar um anúncio bonito de um produto que não existe.